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A respiração e a Ciência

A respiração e a Ciência

Cada vez mais novos artigos tem saído mostrando os efeitos benéficos da respiração. No Systema a respiração é entendida como o principal pilar que leva aos outros. É comum ouvir relatos de alunos que dizem: eu não sabia que não respirava.

Há vários exercícios de respiração utilizados na prática do Systema e que podem e devem ser praticados no dia a dia do aluno. E o que a ciência vem nos dizer sobre essas práticas?

Por exemplo, respirar pela barriga ou respiração diafragmática. Há evidências mostrando que esse tipo de respiração auxilia na diminuição de radicais livres após o exercício. A respiração diafragmática diminui a produção de cortisol (considerado hormônio do estresse que é liberado após o exercício) e aumenta os níveis de melatonina (hormônio relacionado ao sono e ao sistema imunológico). A regulação destes dois hormônios diminui a produção de radicais livres o que favorece a uma recuperação efetiva da prática esportiva.

A respiração também afeta o sistema nervoso autônomo. O Sistema nervoso autônomo (SNA, as vezes chamado de sistema neurovegetativo) controla as funções de respiração, circulação, temperatura e digestão. De maneira geral podemos dizer que o SNA controla as funções automáticas do nosso corpo (não precisamos pensar para que o nosso coração bata). Há evidência  que a respiração consciente lenta (a respiração inconsciente é realizada pelo SNA) possa afetar as outras funções do SNA com melhora dos padrões cardiovasculares , sendo uma ótima alternativa não farmacológica para pessoas com hipertensão ou problemas cardiovasculares.

O SNA é controlado também pelo hipotálamo. O hipotálamo conecta-se à outras regiões cerebrais como a amígdala (muito relacionada à emoções fortes, como o medo), ao córtex pré fontral (relacionado à tomada de decisão, planejamento futuro) e também ao hipocampo (relacionada à memória). Assim não é de se estranhar que a respiração afete também o estado psicológico de uma pessoa, uma vez que estresse, transtornos de ansiedade, entre outras alterações neuropsicológicas afetem justamente estas regiões. Uma meta-análise (tipo de estudo com maior evidência de literatura)  concluiu que exercícios de respiração e meditação guiada (observar o corpo) apresentam uma redução moderada nos parâmetros psicológicos negativos.  Nas aulas de Systema é comum pedir para que a pessoa deite no chão, observe a respiração, observe como o corpo está apoiado no chão, fazendo uma meditação guiada sobre seu estado mental e emocional no momento. Assim o Systema é uma ótima alternativa para pessoas que sofrem com estresse e ansiedade. Outros transtornos como depressão também são beneficiados de exercícios de respiração.

Um dos artigos mais recentes sobre respiração que está relacionado à prática do Systema fala sobre as diferenças de respirar pela boca e pelo nariz. Os autores pesquisaram o efeito da inspiração pelo nariz e pela boca nas oscilações do ciclo respiratório. Os participantes do estudo deviam reconhecer um rosto com medo enquanto inspiravam pelo nariz ou pela boca. Quando inspiravam pelo nariz o reconhecimento do rosto com medo era mais rápido, também havia maior ativação da amígdala e hipocampo durante a inspiração do que ao expirar. Ou seja, quando você inspira você ativa neurônios do córtex olfativo, amígdala e hipocampo por todo o sistema límbico.

Este estudo foi feito um tanto por acaso. Pacientes epiléticos que aguardavam a cirurgia tiveram um eletrodo implementado no cérebro para acompanharem as crises epiléticas. Mas os pesquisadores observaram uma oscilação durante a respiração Isso levou-os a estudar melhor o efeito da respiração. Um dos pesquisadores do estudo relata que quando uma pessoa está em uma situação de medo, o ritmo respiratório se torna mais rápido, o que faz com que haja um maior tempo de inspiração do que expiração. Esse mecanismo pode apresentam um impacto positivo em responder mais rápido a um estímulo perigoso vindo do ambiente.

No Systema aprendemos a reconhecer o ritmo da respiração nas diferentes situações e ir além: manter a respiração constante. Ativar a amígdala e hipocampo pela respiração curta e consequentemente ativar o hipotálamo pode ser uma boa resposta? Sim se pensarmos que essa ativação está relacionada a melhorar nossa resposta a uma situação de estresse (aumentar a frequência cardíaca e pressão arterial, etc). Mas e se a situação exigir uma análise da situação? Analisar as possíveis rotas de fuga, por exemplo, exige recrutamento das áreas superiores como o córtex pré-frontal (área cerebral relacionada à tomada de decisão consciente, ao planejamento e suposição da determinada decisão) e, para isso, a respiração curta e rápida não parece ser a melhor opção. A melhor opção será, sem dúvida, a respiração fluída e contínua.

No Systema falamos sobre respiração, relaxamento, postura e movimento. Mas também falamos de psicologia, controle emocional, neurociência. Falamos sobre as respostas comportamentais e neurobiológica ao estresse, conhecida popularmente como respostas de luta ou fuga. É necessário compreender estas respostas biológicas as diversas situações para melhor treinar sua resposta.

Há, no entanto, uma outra resposta ao estresse, o estado de flow / Fluidez. Esse assunto será tema do nosso próximo post.

Quer saber mais? Entre em contato, temos aulas voltadas para saúde e atendimentos individuais.

26/07/2017

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